Um prêmio atrás do outro! Ainda Estou Aqui conquistou a estatueta de Melhor Filme Ibero-americano nos Prêmios Goya, a maior premiação do cinema espanhol. Esta é a primeira vez que uma produção brasileira disputa e vence na categoria. O anúncio foi realizado neste sábado (8), em publicação no site oficial.
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O filme levou a melhor na disputa com outras quatro produções: “Agarra-me Forte”, do Uruguai; “O Jóquei”, da Argentina; “No Lugar da Outra”, do Chile; e “Memórias de Um Corpo que Arde”, coprodução da Costa Rica e Espanha.
Quem recebeu a estatueta em nome de Walter Salles foi o cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler. O artista já trabalhou com o cineasta brasileiro em “Diários de Motocicleta”, de 2004. A parceria, aliás, rendeu um Oscar de Melhor Canção Original ao uruguaio.
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Ainda Estou Aqui narra a história de Eunice Paiva (Fernanda Torres), que lidera a família após o desaparecimento do marido, o deputado cassado Rubens Paiva (Selton Mello), no início da década de 1970. Durante a ditadura militar, o ex-político foi levado por militares para prestar um depoimento e nunca mais foi visto. Seu óbito foi reconhecido somente em 1996.
Até o momento, a produção levou mais de 4,1 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros e vem se destacando em premiações no exterior. No Festival de Veneza, faturou o prêmio de Melhor Roteiro. Além disso, venceu o Globo de Ouro e o Satellite Awards de Melhor Atriz (com Fernanda Torres). Em janeiro, o longa nacional foi indicado a três Oscars – Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz.
Vale lembrar que, neste domingo (9), Ainda Estou Aqui disputa o ICS Award, premiação concedida pela Sociedade Internacional de Cinéfilos. O longa concorre nas categorias Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Atriz (Fernanda Torres).