Em 2021 Marina Sena invadiu o cenário musical brasileiro com De Primeira, álbum que alçou a cantora ao estrelato e que trouxe hits como Por Supuesto e Voltei pra Mim. Daí para frente, a mineira de Taiobeiras, experimentou o sucesso instantâneo, assim como também uma onda de hates. Nada que a abalasse muito, até porque sua voz é uma assinatura inconfundível.
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Em 2023, após uma sua mudança para São Paulo, Marina apostou no pop em Vício Inerente, último produzido por Iuri Rio Branco, até então parceiro de estúdio e vida da cantora. O pop mais sofisticado acabou por levar a artista para outros voos, mas também perder um pouco da sua identidade, tão marcante do primeiro disco.
Talvez ela tenha notado isso. Aparentemente, é essa a sensação que temos quando se ouve o terceiro disco de estúdio, Coisas Naturais, lançado no último dia 31 nas plataformas digitais. Até porque os arranjos da faixa-título nos transporta novamente para a Marina Sena lá do início.
E se você prestar um pouco mais de atenção, consegue pegar as referências da A Outra Banda da Lua e Rosa Neon, grupos dos quais fez parte e que, inclusive, chamou para fazer parte da produção do disco, como André Oliva e Matheus Bragança, da Outra Banda da Lua. A produção geral ficou por conta de Janluska.
Foi realmente um sonho realizado, porque quando comecei a cantar profissionalmente, meu maior sonho era fazer isso com A Outra Banda na Lua. Era o sonho da nossa vida poder emergir dessa forma. Contou à revista Rolling Stone.
O álbum, inclusive, foi concebido em um sítio alugado por ela onde em 10 dias, as faixas foram todas concluídas. E daí surgiram ótimas canções como Desmitificar, que carrega um pouco do brega em sua essência, Anjo, que relembra as mais belas canções de Rita Lee, a latina Tokitô, que conta com a participação de Gaia & Nenny, Lua Cheia, que traz as referências de Vício Inerente e a incrível Combo da Sorte, que é recheada de timbres do De Primeira.
Marina traz um pouco de tudo em Coisas Naturais, o que reflete, em muito, o talento nato desde lá de Taiobeiras. Ela sabe compor, tem uma voz marcante e carrega ótimas influências. Não tem como dar errado.