Cantora, compositora, produtora e multi instrumentista. A carioca Mahmundi ganhou os holofotes ainda em 2016 com o álbum homônimo que trouxe as canções reflexivas Leve, Eterno Verão e Desaguar. Flertando com a música eletrônica e o lo fi sem deixar as influências da música brasileira de lado, a artista já foi indicada ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa com o disco Para Dias Ruins.
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Em 2023, o compilado Amor Fati foi eleito pela Associação Paulista de Críticos de Arte como um dos 50 melhores álbuns nacionais daquele ano. Uma carreira de sucesso, resultado de um ótimo trabalho ao longo do tempo.
Agora, após passagem pela gravadora Universal Music, Mahmundi abraça nova fase pelo selo United Artists e traz ao mundo o single Irreversível, uma bela parceria com o compositor Castello Branco, amigo de longa data e o produtor Adieu (Urias e Pabllo Vittar).
Estou sempre em busca de novas aventuras e novos sons. Este momento de Irreversível está sendo bem especial, comenta.
Irreversível, como o esperado, carrega todas as influências anteriores da cantora e abusa das batidas marcantes, algo que pouquíssimos artistas conseguem fazer com letras em português. E isso ela faz com maestria encaixando os ritmos com letras que fazem total sentido à proposta. A letra, inclusive, partiu de um trecho de um poema do livro “Simpatia”, de Castello Branco.
Fomos misturando ideias até que produzi a faixa e deixei-a guardada. Quando comecei a trabalhar com o Adieu, que é um produtor muito incrível da nova cena, mostrei o que tinha feito e, uns dias depois, ele me apresentou uma ideia diferente. Acabamos chegando nesse resultado, que é muito importante para mim. Nós três – Adieu, Castello Branco e eu – temos uma sinergia muito especial, estou bem animada para este lançamento”, conta.
Autêntica, Mahmundi sabe o que faz e dificilmente entrega um trabalho mediano. A nova fase promete outro belo disco.