Carl Gustav Jung, ao prefaciar a edição alemã do I Ching, reconheceu a dificuldade que era apresentar esta obra, profunda e enigmática, para as sociedades ocidentais, em geral, tão aferradas a um racionalismo dogmático. O psicanalista sustenta que o Livro das Mutações, este milenar clássico do pensamento chinês, não busca interpretar os fenômenos da vida por meio de explicações mecanicistas, baseadas na decodificação de causas e efeitos, nem tampouco pretende apresentar provas e resultados, segundo os cânones metodológicos da moderna ciência euro-estadunidense. Para Jung essa sabedoria abraça, em primeiro lugar, não a causalidade das coisas, mas a casualidade, o acaso…
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