A Editora Nova Fronteira relança o clássico A Cerimônia do Adeus, de Simone de Beauvoir. A obra, publicada originalmente em 1981, é um dos relatos mais íntimos da escritora francesa.
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Simone de Beauvoir revisita os últimos dez anos de vida de Jean-Paul Sartre, seu grande amor e parceiro intelectual. A narrativa combina registros biográficos com entrevistas, oferecendo um retrato comovente e analítico da fase final do filósofo francês, marcada por problemas de saúde e pelo esforço incansável de continuar escrevendo.
Mais do que um livro de memórias, A Cerimônia do Adeus reforça a relevância do pensamento de Beauvoir. Sua obra segue influente tanto no campo literário quanto no filosófico e feminista. No Brasil, o livro ganhou destaque recentemente com o monólogo criado por Fernanda Montenegro, inspirado neste e em outros textos da autora.
A nova edição da Nova Fronteira integra o projeto de reedição das obras de Simone de Beauvoir. O próximo lançamento será Memórias de uma moça bem-comportada.
O prefácio da edição é assinado pela filósofa Magda Guadalupe dos Santos. A narrativa se baseia em anotações dos diários de Beauvoir e em entrevistas com Sartre, realizadas ao longo da vida do casal. O livro examina as dificuldades enfrentadas por Sartre na velhice e reflete sobre a liberdade de pensamento diante dos limites físicos e do tempo.
Simone de Beauvoir
Simone de Beauvoir nasceu em Paris, em 9 de janeiro de 1908, em uma família burguesa e católica. Rejeitou os valores religiosos ainda na juventude. Formou-se em filosofia na Sorbonne, onde conheceu Sartre, em 1929.
Entre 1941 e 1943, lecionou filosofia na universidade em que estudou, até ser demitida pelos nazistas. Em 1943, publicou A Convidada, seu primeiro romance. Em 1949, lançou a obra fundamental O Segundo Sexo.
Junto com Sartre e Merleau-Ponty, fundou a revista Les Temps Modernes, uma das principais plataformas de debate político e filosófico do século XX. Publicou mais de vinte livros, entre romances, ensaios e memórias. Faleceu em 14 de abril de 1986, em Paris, e foi enterrada ao lado de Sartre.