Em 1975 foi ao ar a primeira versão da novela A Viagem. Na época, o folhetim estrelado por grandes nomes da teledramaturgia como Eva Wilma, Altair Lima, Ewerton de Castro, Tony Ramos e Irene Ravache ainda era transmitido pela TV Tupi e foi o pioneiro ao abordar o espiritismo em um canal aberto.
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Mesmo sofrendo censura por discutir temas como divórcio e adultério, o sucesso da trama foi imediato e alcançou altos índices no Ibope contando a história de vingança do espírito obsessor Alexandre, na época interpretado por Ewerton de Castro e que voltava ao plano espiritual para prejudicar todos aqueles que tinham feito mal a ele em vida.
Dezenove anos depois, já em 1994, o sucesso de Ivani Ribeiro ganhou um remake dirigido por Wolf Maia e repetiu o imenso sucesso no horário das 19h, da TV Globo. Desta vez, Alexandre foi interpretado por Guilherme Fontes e a novela ganhou outros grandes nomes no elenco como Christiane Torloni (Diná), Antônio Fagundes (Dr. Otávio Jordão), Maurício Mattar (Téo), Andréa Beltrão (Lisa) e Cláudio Cavalcanti (Dr. Alberto).
Agora a trama ganhou sua segunda reprise nas tardes da emissora e vem somando pontos no Ibope maiores do que os folhetins inéditos da grade noturna. Mas afinal, por que gostamos tanto de A Viagem?
Alexandre por Guilherme Fontes
Um vilão só será um excelente vilão se o ator que o interpreta mergulhar no personagem. E Guilherme Fontes mergulhou tanto que desde as suas expressões rancorosas até as possessões em alguns personagens são excepcionalmente verdadeiras. Dá pra sentir seu ódio e a dor no “vale dos suicidas”
O núcleo da vila
Tem o “mascarado”, a família de Lisa, a pensão de Dona Cininha (Nair Belo), a locadora da Diná e a casa da Estela (Lucinha Lins). A vila é parte essencial da trama, já que muito do enredo da se passa por lá, desde a disputa amorosa de Cininha e Fátima (Lolita Rodrigues) por seu Tibério (Ary Fontoura), até o mistério por trás da máscara de Adonay (Breno Moroni). A vila é tão importante que cerca de 40% da novela se passa por lá.

Christiane Torloni
Diná, personagem central, que na versão original foi interpretada por Eva Wilma, ganhou ainda mais notoriedade interpretando a possessiva Diná, casada com Téo no início do folhetim e esbanjando segurança e amor pelo Dr Otávio Jordão na sequência. A morte da sua personagem foi um dos picos de audiência na época.
Dr Alberto por Cláudio Cavalcanti
Dá pra sentir de longe a paz transmitida por Cláudio Cavalcanti na pele de Dr Alberto, personagem espírita que conduz a “mesa branca” e que tenta convencer Alexandre a deixar de cometer maldades. É dele que vem os maiores ensinamentos sobre o espiritismo.
Possessões
Seja na pele de Téo, de Dona Guiomar (Laura Cardoso) ou de algum componente da mesa branca, as possessões de Alexandre são de gerar angústia e por vezes até medo, tamanha veracidade das interpretações.
O “céu” e o “inferno”
O plano espiritual após a morte e que recria o imaginário popular como lugares de dor e paz são parte essencial da novela e conduz filtros de cores relacionados a cada lugar. É lá que os espíritos se encontram depois da viagem.
E aí? Será que é isso mesmo?